quarta-feira, 1 de junho de 2011

TIPOS DE ROMANCE


A classificação dos tipos de romances é um tanto confusa pelo simples fato de dependerem de pontos de vista. Por isso todas são passíveis de discussão. Nosso objetivo não é discutir o problema, nem os pontos de vista dos estudiosos do assunto, mas, sim, apresentar os tipos como referenciais para pesquisas mais profundas. Assim, relaciono abaixo, apenas alguns, de acordo com o tipo de abordagem (tema principal),conforme pesquisas feitas em diversas fontes:

1. O Romance Urbano tem como principal característica retratar e criticar os costumes da sociedade. Daí, historicamente, ser sinônimo de romance realista, especialmente no século XIX. Um de seus principais representantes é Thomas Hardy, autor de Judas, o Obscuro (Jude the Obscure, 1896). A fórmula do romance francês conquistou adeptos importantes em todas as literaturas e é nesse estilo que o romance urbano chega ao Brasil. Seu introdutor foi Joaquim Manoel de Macedo,quando em 1844, publica A Moreninha, um romance adaptado ao nosso cenário, retratando os costumes, as manias, e as mediocridades da sociedade carioca da época. A descrição desses costumes (festas e tradições), a caracterização do espaço urbano, deu a obra também um valor documental. Outros representantes foram José de Alencar, Senhora, Lucíola; Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias; Érico Veríssimo, Clarissa, Olhai os Lírios dos Campos; para só citar esses nomes.


2. O Romance Sertanejo ou Regionalista (tipicamente brasileiro) aborda questões sociais a respeito de determinadas regiões do Brasil, destacando suas características. Foi a atração pelo pitoresco e o desejo de explorar e investigar o Brasil do interior, que fizeram os autores românticos se interessarem pela vida e hábitos das populações que viviam distantes das cidades. Bernardo Guimarães foi um dos iniciadores do regionalismo romântico com a publicação de O Ermitão de Muquém(1869), seguido por Visconde de Taunay e Franklin Távora. Uma safra de bons escritores continuou a retratar o homem no ambiente das zonas rurais, com seus problemas geográficos e sociais. Por exemplo: Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Érico Veríssimo, JorgeAmado, entre outros.


3. O Romance Histórico surgiu no início do século XIX, e tinha como característica a reconstrução dos costumes, da fala e das instituições do passado. Para tanto, servia-se de enredo fictício e a mistura de personagens históricos e de ficção O primeiro romance histórico da literatura universal foi Waverley (1814), de Sir Walter Scott; mas o que serviu de modelo a todos os outros, foi O Coração de Midlothian (The Heart of Midlothian, 1818) do mesmo autor. O maior de todos os romances históricos foi Guerra e Paz (Voina i mir, 1869), de Tolstoi. Do romance histórico derivou-se o subgênero chamado "romance de capa e espada", cujo mestre foi o francês Alexandre Dumas, autor de Os Três Mosqueteiros (Les Trois Mousquetaires, 1844). No Brasil, foi um dos principais meios encontrados pelos românticos para a reinterpretação nacionalista de fatos e personagens da nossa história, numa revalorização e idealização de nosso passado. Nessa linha, os autores mais importantes são: José de Alencar, As Minas de Prata, A guerra dos Mascates; Bernardo Guimarães, Lendas e Romances, Histórias e Tradições da Província de Minas Gerais; Franklin Távora, O Matuto, Lourenço. Atualmente nosso o romance histórico, consegue fundir narrativa policial, fatos políticos e abordagem histórica como em Agosto,de Rubem Fonseca, que expõe os acontecimentos políticos que levaram Getúlio Vargas ao suicídio; Olga, de Fernando Morais que retrata a história da esposa de Luís Carlos Prestes, entregue aos alemães nazistas pelo governo de Getúlio; para só citar esses.


4. O Romance Indianista traz o índio e os costumes indígenas, como foco literário. Considerado uma autêntica expressão da nacionalidade, o índio era altamente idealizado. Como um símbolo da pureza e da inocência, representava o homem não corrompido pela sociedade, o não capitalista, além de assemelhar-se aos heróis medievais, fortes e éticos. O indianismo fez de certos romances excelentes documentos históricos.José de Alencar é o nosso mais representativo autor indianista, como nos provam os dois melhores romances que escreveu, O Guarani e Iracema (a mais bela lenda indígena transformada em prosa). Mais modernamente, o indianismo é visível em Macunaína, de Mário de Andrade; Cobra Norato, de Raul Bopp e Martin Cerrerê, de Casiano Ricardo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Canção do Exílio

"ATENÇÃO: OS TEXTOS CORRESPONDEM RIGOROSAMENTE AOS ORIGINAIS, QUALQUER ERRO É DE RESPONSABILIDADE ÚNICA DO AUTOR."


Canção do Exílio - Original

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Canção do Exílio, Gonçalves Dias

Releituras - Canção do Exílio


RELEITURAS

"O povo da minha terra;
São pessoas bem reais
De todos os nomes e cores;
Rostos e tons gestuais
Um verdadeiro celeiro;
De diversidades culturais."

Andreza Carla
___________________
Minha terra tem maravilhas,
Que faz os olhos brilhar;
As belezas que aqui encantam,
Não encantam como lá.

Tudo aqui tem mais vida,
Mais belezas, mais amores;
Brilha o céu com as estrelas,
Brilha os olhos com amores.

Pensando sozinho à noite,
Eu esqueço de lá;
Penso nas mulhres e nas flores,
Que não encontro eu cá.

Igor Matheus
____________________
Minha terra tem cultura,
Onde curtem muito lá;
O frevo que aqui dançam,
Não dançam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nosso arco-íris tem mais cores;
Nossa terra tem mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em ficar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem alegrias,
Onde nenhum canto há!

Patrícia Marques
___________________
Minha terra tem palmeiras
Mas não tem um sabiá
Mas as aves que aqui gorjeiam
Me inspiram a amar.

Tamires Vieira
___________________

Minha terra de saudade
Tantas lembranças tenho de lá
Minha terra de cultura
Onde reina agricultura

Esta saudade que me ataca
No meu coração juvenil
Só traz boas lembranças
Do meu amado país Brasil.

Louise de Paula
____________________

--Haverá esperança?--

Minha terra hoje é,
Fonte de democracia;
Depois de vagar muito tempo,
Absorto na escuridão.

Ó país de tanta vida!
Ó terra de tais primores!
És o resquício de um ideal,
Caído há muito em desgraça!

Porque persistes ó Brasil?
É teu povo a tua força,
Fonte de tal vitalidade?
Ou serão meus olhos fartos,
Acostumados às desventuras?

Não sejais a mim, nação amada,
Lembrança de dor e vergonha,
Sejas a mim, Brasil querido,
O compasso, o esquadro e a glória.

Vladimir Nunes
___________________
Minha terra tem palmeiras
onde canta o sabiá
as aves daqui morenas
me ensinaram a amar.

Minha terra de "jubilos"
onde os grilos cantam sem parar
minha terra tem palmeiras
onde canta o sabiá.

Vitória Régia
_______________________

Eu vi o cantar no arvoredo
bem juntinho ao meu lar
Minha terra tem palmeiras
onde canta o sabiá

Oh como era belo aqueles "penaches"
oh, como era lindo aquele canto enfadado
mas mesmo sufocado aqui eu posso falar,
és tu Brasil Pátria amada,
quem "mim" ensinou a amar.

Matheus Levi
__________________________

Minha terra, terra seca
Onde todos costumam andar
Trabalhar, esse é o lema do nordestino
Para poder se alimentar

Nessa terra sem sentido
Onde todos querem se alimentar
Também querem viver
Algum lugar para morar

Luan Pires
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Minha terra se lança
No pensamento além
Faz ter a esperança
No que transforma num bem

Nesse bem tenho estrelas
onde me fazem pensar
e me faz lembrar delas
Nesse amor me fazem amar

Na solidão fico sozinho
Essa de tal tamanho
Que me fazem delirar
Desespero ao te buscar.

Jhefferson Dionisio
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CONTINUA NA PARTE 2

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